quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Contar ou não contar?

        Acho que essa dúvida é uma das primeiras coisas que passam pela cabeças de pessoas que se descobrem recém infectado pelo HIV, no entanto, para outros que não tão nem ai para essa questão esse deve ser o menor dos problemas, essas pessoas estão em outro nível de evolução, que tenho certeza, ainda alcançaremos....
         Mas, e agora, como sair dessa situação?... descobrimos a soropositividade em outubro/2011 e vez ou outra nos bate esses questionamentos; CONTAR OU NÃO CONTAR ?! PRA QUEM CONTAR? COMO CONTAR PARA FAMÍLIA?! enfim, uma coisa é certa, só a pessoa que esta passando pela situação deve tomar essa decisão, e foi assim que decidimos....
         Eu, Hércules resolvi não passar essa carga pesada para minha família, acho que sofreriam muito por conta do pouco conhecimento da causa que têm e concerteza ainda devem ter o pensamento dos anos 80 quando o HIV/AIDS era sentença de morte e doença de gay. Enquanto eu estiver bem e no controle da minha saúde irei poupá-los desse problema que eu nas minhas inconsequências arrumei.
         O Igor, bem esse é nossa inspiração, nosso esteio, ele vive como se nada estivesse acontecendo, tem uma tranquilidade como se vivesse fazendo ioga, uma pessoa totalmente ZEN. Acho isso uma qualidade maravilhosa, pois a impressão que ele nos passa é de força e tranquilidade. Eu e ele, somos casados a alguns anos e desde o inicio, sempre fomos muito felizes, nós encontramos um no outro tudo que precisavamos pra viver bem e nos sentirmos amados. Ele também resolveu não contar para sua família, muito menos para seus amigos. Nada de errado está acontecendo em sua vida.... essa é sua filosofia.
         Já o Vitor, humm... é nossa preocupação, um língua solta, tão distraído que é capaz de sair de casa só de cueca porque esqueceu de vestir as calças rsrs... Ele também resolveu não contar para família, nem para amigos, no entanto tem uma grande amiga e pensa constantemente dividir com ela, tenho certeza que essa amiga vai saber, pois ele não segura a onda sozinho. Em relação a novas paquera ai que o bicho pega pro Vitor, pois deve-se  CONTAR OU NÃO CONTAR? mais isso será assunto para novos posts.
        Bem, muitas pessoas podem dizer que o HIV/AIDS não é o fim do mundo, não é bicho de sete cabeças, etc e tal... também estamos chegandop a essa conclusão, porém peço que tenham paciência, pois tenho certeza que tudo acontece no seu exato momento, estamos num momento onde estamos (RE) DESCOBRINDO A VHIVER.
        Um grande abraço a todos e um ano novo muito feliz....são os votos dos amigos 
H---ércules
 I---gor
V---itor


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dando codinomes aos bois...

Bem para melhor entendimento das nossas historinhas, resolvemos dar um nick para cada um de nós, já que ainda não alcançamos um nivel onde poderemos mostrar a cara e dar uma grande banana para o preconceito, então vamos lá, como somos três e em homenagem ao nosso companheiro indesejado (HIV)nos identificaremos assim;
H- Hércules (força para derrotar aquele q nao podemos dizer o nome rsrsr)
I- Igor (sem sentido rsrsr escolhido a toa)
V- Vitor (vitória q um dia alcançaremos contra odito cujo)
Como estou postando do pelo celular e é muito dificil acertar essas tc minúsculas, em outro post descreveremos melhor cada um ok!?
Bjam e até breve

Tudo começou assim...

Tudo começou assim, certo dia um de nós sempre reclamando de azia e dores estomacais resolveu fazer um endoscopia e a médica em seu resultado sugeriu KAPOSI, feita a biopsia, deu apenas uma gastrite crônica. A insistente médica inconformada com o resultado da biópsia fez nova endoscopia, agora com foto e tudo mais e nova biópisia foi feita, ai sim confirmou-se o tão temido resultado SARCOMA DE KAPOSI.
Bem partimos eu e ele, a principio, para fazer o teste de HIV, o que só fez confirmar nossa certeza e agora, como contar pro terceiro elemento.... missão dolorosa mas necessária.
Choros, dramas, desilusões... resolvemos num pacto inconsciente seguir a vida os três juntos, um dando força para o outro...
Nós três fomos amantes, depois trabalhamos juntos e agora somos amigos, "SANGUE DO MESMO SANGUE" rsrs assim a gente se trata hoje.
Sei que a questão de estarmos infectados é uma coisa séria e demanda de muito cuidados e incertezas, mas chegamos a conclusão que não adianta ficar se lamentando, tentando descobrir de onde veio e porque veio, enfim, estamos seguindo nossas vidas da melhor forma possível, só que agora mais unidos, quase uma família...
Nós três estamos em fases diferentes na vida e na soropisitivadade , um ainda sonha com a faculdade ( CD4 400 e alguma coisa), outro sonha em terminá-la (CD4 216) e o outro sonha com a aposentadoria (CD4 266) rsrs ( esse sou eu!!) e nem por conta desse convidado indesejado vamos deixar de continuar sonhando.
Ainda temos muitas dúvidas acerca do HIV/AIDS, mas juntos estamos (RE) DESCOBRINDO A VHIVER.
    

Apenas um vírus...

Quando você fica doente, começa com apenas um vírus. Um único repugnante intruso. Logo, o intruso se duplica, torna-se dois. E então esses dois tornam-se quatro. Esses quatro tornam-se oito. E antes que seu corpo perceba, ele está sendo atacado. É uma invasão... Quando os invasores chegaram, tomaram conta do seu corpo, como você se livra deles? O que você faz quando uma infecção pega você, quando te domina? Você faz o que deve fazer e toma o remédio? Ou aprende a conviver com isso e espera que um dia desapareça? Ou desiste completamente e deixa te matar?
Temos que continuar nos redescobrindo. Quase que a cada minuto. Porque o mundo muda num instante. E não há tempo para olhar para trás. Ás vezes, a mudança nos é imposta. Ás vezes, acontece por acidente, e fazemos o melhor delas. Temos que constantemente achar novos modos para nos consertar. Então nós mudamos. Nos adaptamos. Criamos novas versões de nós mesmos. Só precisamos ter certeza de que é uma evolução.
Nós passamos toda nossa vida nos preocupando com o futuro, planejando  o futuro, tentando prever o futuro. Como se fosse, de alguma forma, amortecer o impacto. Mas o futuro está sempre mudando. O futuro é a casa dos nossos medos mais profundos e de nossas esperanças mais selvagens. Mas uma coisa é certa... Quando ele finalmente se revela, o futuro nunca é do jeito que imaginávamos.